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Prevenção de Lesões no Futebol

“Após contra ataque em velocidade, o capitão do seu time juvenil tem um estiramento na panturrilha e tem que abandonar o time nos dez minutos finais do campeonato. O time sente a falta do mesmo, sofre um gol e perde o campeonato”.

Qual professor ou técnico nunca se deparou com tal contratempo? Como e o que podemos fazer para tentar evitar ou minimizar tais fatalidades? O que faltou para este jogador, fortalecer ou alongar? Como garantir a integridade física do jogador novato ou do profissional, evitando que o mesmo entre num ciclo de lesões, que na maioria das vezes migram pelo corpo do atleta, forçando o encerramento de uma carreira promissora, antes mesmo de chegar no ápice do seu vigor físico?

Para entender um pouco melhor, vamos voltar no tempo e recapitular as mudanças que a preparação física dos atletas sofreu nos últimos anos. Há aproximadamente 30 anos atrás, a preparação neuromuscular de várias modalidades esportivas eram focadas em treinamento resistidos onde acreditávamos que exercícios de cadeira adutora, legg horizontal, cadeira extensora e mais alguns aparelhos normais em academias eram suficientes para preparar a musculatura, assegurando músculos fortes, resistentes e velozes.

Próximo ao ano 2002, começamos a ver no Brasil o início de rumores sobre a prática de atividades onde colocavam o indivíduo para realizar determinados movimentos em situações onde não pensávamos em trabalhar este ou aquele músculo, mais sim utilizávamos o corpo como um todo, com exercícios mais complexos, onde o core e a propriocepção articular eram sempre solicitados com enfoque em movimentações que simulassem os gestos esportivos específicos de cada modalidade. Este tipo de treinamento com o nome de Treinamento Funcional rapidamente cresceu pelo país propiciando respostas positivas, motivando e levando a pensar no movimento como um todo e não mais em partes.

Tal evolução foi muito importante para o desenvolvimento e melhora da performance de muitos atletas profissionais e amadores, mas algo mais importante estava sendo deixado de lado, não tínhamos a preocupação em um principio básico do treinamento desportivo, a Individualidade Biológica na prescrição de tais exercícios, e pior de tudo, não tínhamos embasamento científico de um teste ou protocolo onde avaliássemos a peça fundamental da motricidade humana, o CORPO EM MOVIMENTO, onde tivéssemos o feedback das limitações individualizadas do atleta e se este ou aquele exercício seria importante ou não no programa do mesmo.

Foi neste propósito que em 1998, o fisioterapeuta americano doutor em movimento Gray Cook e colaboradores lançaram após anos de pesquisa e estudo, o primeiro protocolo de avaliação de movimento o qual deram o nome de Functional Movement System que mundialmente atende pelas siglas FMS. Partiram do ponto onde não viam lógica em prescrever este ou aquele exercício, funcional ou não, sem antes saber a real necessidade daquele jogador. Em congresso Gray exemplifica a situação onde um paciente que é levado para um procedimento cirúrgico por um cardiologista sem antes ser realizado uma série de exames cardíacos para checar onde esta o problema que ele terá que solucionar. Parece brincadeira mais até então profissionais que trabalham com motricidade humana responsáveis pela promoção de saúde e perfomance não possuíam um ponto de partida, não tinham um protocolo de conduta onde aplicando uma sequência de atividades pré estipuladas aumentasse seus resultados.

Assim como nos campos e quadras do nosso país, Gray deparando com um grande número de alunos americanos das high school, que apresentavam precocemente lesões das mais variadas, as quais acarretavam na diminuição de rendimento ou abandono da prática esportiva antes do ingresso na universidade idealizou algo que não apenas mudou a expressão esportiva de crianças e adolescentes mas inovou com um teste onde é possível identificar antecipadamente antes mesmo do atleta se lesionar. Levando isso em consideração Gray aproveitando anos de experiência em fisioterapia, biomecânica e observando o desenvolvimento motor de seu filho, criou este protocolo que tem como objetivo apontar o elo fraco de cada indivíduo, fazendo com que o educador, preparador físico ou Coach aplique uma conduta de movimentos e em poucas semanas corrija tais problemas, evitando que uma criança ou até mesmo um jogador de final de semana, passe por um acontecimento tão indesejado. Com isso o corpo passa a trabalhar de forma mais harmoniosa, com movimentos mais livres, gerando economia de energia fazendo com que o mesmo alcance super performance.

O protocolo possui sete testes de movimentos que aferidos com o auxilio de uma régua padronizada, fornecendo em vinte minutos notas que variam de um à três pontos para cada movimento avaliado. Com base nestes pontos o professor certificado pelo sistema FMS tem uma gama de informações para traçar a conduta de trabalho com o atleta. Uma vez aplicada e corrigido tais pontos fracos, diminuímos significativamente a possibilidade deste atleta se lesionar.

Além da aplicação do teste como forma de prevenção, o teste pode servir como uma excelente referência aos atletas lesionados que após passarem por reabilitação com o fisioterapeuta, estão no momento do retorno aos treinos e o preparador físico tem que se assegurar da real condição do jogador antes de colocá-lo para jogar novamente. Este possivelmente terá um score mais baixo por conta dos desiquilíbrios de mobilidades, gerando instabilidade na articulação envolvida na lesão.

Vale lembrar que é de suma importância a certificação do profissional, que pode ser checada junto ao site www.functionalmovement.com , tendo em vista que a visão do avaliador é determinante no resultado e na prescrição do trabalho. Abaixo você confere um vídeo com a apresentação de tais testes e caso tenha ficado interessado na implantação desta excelente ferramenta de prevenção entre em contato conosco.

Escrito pelo Prof. Antonio Carlos Cortina – CREF 030592-G/SP, especialista em Movimento com Certificação FMS níveis 1 e 2.

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